Katya's Updates en-US Sat, 05 Apr 2025 12:17:28 -0700 60 Katya's Updates 144 41 /images/layout/goodreads_logo_144.jpg Comment289149637 Sat, 05 Apr 2025 12:17:28 -0700 <![CDATA[Katya made a comment on Katya’s status]]> /user_status/show/1040160066 Katya made a comment on Katya’s status

Paula wrote: "Tsk, tsk... Tanto prurido, quando atrás dela está todo um cânone masculino que nunca teve problemas em recolhas reservadas apenas a homens e, já agora, tinha clubes para homens sós."

Todo este artigo é estranhamente severo com as mulheres. Começa por ser uma crítica à matança de animais pelas suas peles, mas acaba numa censura às modelos de capa de revista e à vaidade das mulheres ricas...
Pelo lado positivo, nunca chegou a ser publicado até chegar a esta coletânea ;) ]]>
Review7456009991 Sat, 05 Apr 2025 11:14:46 -0700 <![CDATA[Katya added 'Mulheres viajantes no país de Salazar']]> /review/show/7456009991 Mulheres viajantes no país de Salazar by Sónia Serrano Katya has read Mulheres viajantes no país de Salazar (Paperback) by Sónia Serrano
Dada a natureza académica de livro, não seria justo avaliá-lo fora do seu contexto - acho, aliás, uma escolha de marketing deplorável este aproximar de título com o anterior livro da autora, Mulheres Viajantes - pelo que me fico por uma opinião muito geral do seu conteúdo, ressalvando que esta leitura acabou por não ser nada do que eu esperava que fosse. E o que era isso? Bom, incauta leitora que sou, joguei-me a um título como Mulheres viajantes no país de Salazar na esperança de, à semelhança do trabalho que a autora faz no livro homónimo, aqui encontrar narrativas sobre mulheres viajantes portuguesas (se calhar mais "do país de Salazar" do que "no país de Salazar", percebi isso entretanto), mulheres como Maria Lamas, Maria Archer, Nita Clímaco, etc., que fogem à regra dos tempos e se revelam viajantes rebeldes com olhares e opiniões sobre Portugal e os portugueses que importa resgatar do esquecimento.
Mas, Mulheres viajantes no país de Salazar não é nada disso. Nem por isso menos importante, este livro é, literalmente, uma tese cuja proposta assenta na desmontagem dos lugares comuns que habitam a auto-imagética nacional. Porquê um país à beira-mar plantado? Porquê a defesa de pobrezinho, mas honrado? Porquê o pitoresco das figuras tradicionais? De onde vem a ideia de uma herança marítima, de uma ancestralidade histórica? E, já agora, porque não encaramos o Estado Novo como uma ditadura? De onde vem a imagem de um Salazar poupadinho ou de um aparelho de estado benevolente?
Para responder a estas questões, Sónia Serrano recorre a uma mão cheia de obras de autoras (viajantes) que visitaram o país nas décadas 30, 40, 50 do século XX, e que ajudaram a criar e, em alguns casos, sedimentaram uma narrativa sobre Portugal e os portugueses que, em certos aspectos, ainda perdura.
Ora, se por um lado o Å·±¦ÓéÀÖ não é um Google Scholar, por outro lado também não tenho nenhuma vontade de me meter em mais trabalhos do que aqueles que já tenho - pelo que vou dispensar publicar a review deste livro.
Fico-me pela advertência de que não se trata de um livro no seguimento do mais conhecido da autora. E, embora tenha imensa relevância no campo dos estudos de género, da literatura de viagem e da história de século XX, trata-se de uma publicação especializada, muito formal e que não foi trabalhada para uma comercialização em massa. Posto isto, que não haja empecilho para a sua leitura. As suas conclusões são de suma importância e o retrato que acaba por ficar destas mulheres viajantes (anglo-saxónicas, de classe média alta), motivará, certamente, muitas reflexões interessantes aos leitores. Em mim, suscitou reflexões e também inúmeras perguntas. Entre elas, uma velha amiga: será relevante retirar as publicações académicas do seu contexto procurando fazer delas leituras mais democráticas (i.e. acessíveis ao público geral), e será que o público consumidor de literatura não académica se sente atraído por este tipo de publicação? Ou ainda, será justo, como aqui acontece, deixar o marketing tomar rédeas e tentar vender gato por lebre - mesmo que o objetivo pudesse ser chamado de nobre, no sentido de levar outro tipo de literatura a um público outro?
Habitando nos dois lados do espectro não acho resposta fácil para estas perguntas (afinal, deu para perceber que fui ao engano e acabei relativamente desapontada com uma leitura para a qual, mesmo assim, não acho grandes defeitos). Talvez a ausência de hype nas plataformas de promoção de livros, e a ausência de um registo aqui no GR já depois da data de publicação deste livro, aponte para qualquer conclusão mais óbvia...mas estou curiosa para ver em que se traduz esta edição. ]]>
UserStatus1040160066 Sat, 05 Apr 2025 10:36:23 -0700 <![CDATA[ Katya is on page 72 of 189 of O Tempo esse grande escul ]]> O Tempo esse grande escultor by Marguerite Yourcenar Katya is on page 72 of 189 of <a href="/book/show/16010446-o-tempo-esse-grande-escultor">O Tempo esse grande escultor</a>.
Katya wrote: Pediram-me que colaborasse numa recolha intitulada AS ENFURECIDAS.
Não gosto do título: posso estar de acordo com a indignação, q encontra nos nossos dias muitas ocasiões para se manifestar, mas não consigo aprovar a fúria, essa pequena explosão individual q desqualifica, esgota e nos cega.Também não gosto q esta recolha seja reservada apenas a mulheres escritoras. Não voltemos aos compartimentos para senhoras sós. ]]>
Review7456009991 Sat, 05 Apr 2025 10:29:58 -0700 <![CDATA[Katya added 'Mulheres viajantes no país de Salazar']]> /review/show/7456009991 Mulheres viajantes no país de Salazar by Sónia Serrano Katya has read Mulheres viajantes no país de Salazar (Paperback) by Sónia Serrano
Dada a natureza académica de livro, não seria justo avaliá-lo fora do seu contexto - acho, aliás, uma escolha de marketing deplorável este aproximar de título com o anterior livro da autora, Mulheres Viajantes - pelo que me fico por uma opinião muito geral do seu conteúdo, ressalvando que esta leitura acabou por não ser nada do que eu esperava que fosse. E o que era isso? Bom, incauta leitora que sou, joguei-me a um título como Mulheres viajantes no país de Salazar na esperança de, à semelhança do trabalho que a autora faz no livro homónimo, aqui encontrar narrativas sobre mulheres viajantes portuguesas (se calhar mais "do país de Salazar" do que "no país de Salazar", percebi isso entretanto), mulheres como Maria Lamas, Maria Archer, Nita Clímaco, etc., que fogem à regra dos tempos e se revelam viajantes rebeldes com olhares e opiniões sobre Portugal e os portugueses que importa resgatar do esquecimento.
Mas, Mulheres viajantes no país de Salazar não é nada disso. Nem por isso menos importante, este livro é, literalmente, uma tese cuja proposta assenta na desmontagem dos lugares comuns que habitam a auto-imagética nacional. Porquê um país à beira-mar plantado? Porquê a defesa de pobrezinho, mas honrado? Porquê o pitoresco das figuras tradicionais? De onde vem a ideia de uma herança marítima, de uma ancestralidade histórica? E, já agora, porque não encaramos o Estado Novo como uma ditadura? De onde vem a imagem de um Salazar poupadinho ou de um aparelho de estado benevolente?
Para responder a estas questões, Sónia Serrano recorre a uma mão cheia de obras de autoras (viajantes) que visitaram o país nas décadas 30, 40, 50 do século XX, e que ajudaram a criar e, em alguns casos, sedimentaram uma narrativa sobre Portugal e os portugueses que, em certos aspectos, ainda perdura.
Ora, se por um lado o Å·±¦ÓéÀÖ não é um Google Scholar, por outro lado também não tenho nenhuma vontade de me meter em mais trabalhos do que aqueles que já tenho - pelo que vou dispensar publicar a review deste livro.
Fico-me pela advertência de que não se trata de um livro no seguimento do mais conhecido da autora. E, embora tenha imensa relevância no campo dos estudos de género, da literatura de viagem e da história de século XX, trata-se de uma publicação especializada, muito formal e que não foi trabalhada para uma comercialização em massa. Posto isto, que não haja empecilho para a sua leitura. As suas conclusões são de suma importância e o retrato que acaba por ficar destas mulheres viajantes (anglo-saxónicas, de classe média alta), motivará, certamente, muitas reflexões interessantes aos leitores. Em mim, suscitou reflexões e também inúmeras perguntas. Entre elas, uma velha amiga: será relevante retirar as publicações académicas do seu contexto procurando fazer delas leituras mais democráticas (i.e. acessíveis ao público geral), e será que o público consumidor de literatura não académica se sente atraído por este tipo de publicação? Ou ainda, será justo, como aqui acontece, deixar o marketing tomar rédeas e tentar vender gato por lebre - mesmo que o objetivo pudesse ser chamado de nobre, no sentido de levar outro tipo de literatura a um público outro?
Habitando nos dois lados do espectro não acho resposta fácil para estas perguntas (afinal, deu para perceber que fui ao engano e acabei relativamente desapontada com uma leitura para a qual, mesmo assim, não acho grandes defeitos). Talvez a ausência de hype nas plataformas de promoção de livros, e a ausência de um registo aqui no GR já depois da data de publicação deste livro, aponte para qualquer conclusão mais óbvia...mas estou curiosa para ver em que se traduz esta edição. ]]>
Comment289140642 Sat, 05 Apr 2025 06:38:28 -0700 <![CDATA[Katya made a comment on Marta’s status]]> /user_status/show/1039473793 Katya made a comment on Marta’s status

Que bom! Tenho-o aqui só à espera que o hype vá um bocadinho abaixo. Boa leitura, Marta! ]]>
Rating843990922 Sat, 05 Apr 2025 06:37:13 -0700 <![CDATA[Katya liked a review]]> /
The Wedding People by Alison Espach
"3,5. À beira do desespero, a recém divorciada Phoebe resolve matar-se, em estilo, num hotel de 5 estrelas onde tinha sonhado levar o (ex) marido. Mas o hotel estava tomado pelas pessoas que iam assistir ao casamento de Lila e Gary (as «wedding people»). Quando a noiva se apercebe das intenções de Phoebe, tudo se complica. O que se segue tem tanto de cómico, como de triste e redentor, e a vida dela dá uma volta que é vivida com coragem e algum humor (ligeiramente) negro. "
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Rating843990866 Sat, 05 Apr 2025 06:36:58 -0700 <![CDATA[Katya liked a review]]> /
Junichiro Tanizaki. La Confession impudique  by unknown author
"Daqueles livros que só podia ser japonês. Há um casal já de meia idade (ele bem mais velho que ela) com uma filha casadoira e um seu eventual pretendente. As relações entre os 4 vão ser tudo menos óbvias, antes bem dissimuladas. O diálogo faz-se através do diário do casal, e é da alternância de vozes entre a do marido e a da mulher que se compõe o livro que vamos lendo. Muito diferente e original."
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Rating843990717 Sat, 05 Apr 2025 06:36:27 -0700 <![CDATA[Katya liked a review]]> /
Advento by Gunnar Gunnarsson
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Comment289140480 Sat, 05 Apr 2025 06:31:41 -0700 <![CDATA[Katya made a comment on Luís’s status]]> /user_status/show/1039993932 Katya made a comment on Luís’s status

Que delícia! És fã da ópera, Luís? ]]>
Comment289140354 Sat, 05 Apr 2025 06:26:36 -0700 <![CDATA[Katya commented on Katya's review of A Corneta Acústica]]> /review/show/7427916853 Katya's review of A Corneta Acústica
by Leonora Carrington

Susana wrote: "Adorei os excertos, fiquei com muita vontade de ler este!"

Que bom, Susana. Acho que dá para perceber que a escrita não é uma excentricidade em Leonora Carrington, é puro talento.
Este livro, recomendo sem reservas! ]]>