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Adriana's Reviews > A Dama da Ilha

A Dama da Ilha by Patricia Cabot
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Romances de Época: livros que nunca me decepcionam. A Dama da Ilha não foi exceção. O livro que foi escrito por Patricia (pseudônimo de Meg Cabot) tem como protagonista Brenna, uma quase médica/veterinária determinada que não se faz de rogada e Reilly, nosso caro doutor em provação. Quando esses dois se encontram é fagulha pra todo lado! As provocações, os diálogos intensos, as personalidades de duas pessoas que quase sempre discordam em tudo, faz do livro uma leitura engraçada e agradável.

Bem, vamos ao começo: Lorde Glendenning, que é apaixonado por Brenna, manda um anúncio para o Jornal The Times com a intenção de contratar um médico (você pode pensar que essa é uma ação nobre, mas na verdade é só uma estratégia para fazer com que sua amada caia em seus braços), e é aí que Reilly aparece. Ele se candidata ao posto, segundo ele, para provar à sua ex-noiva que não é um inútil completo (não me perguntem como isso pode provar alguma coisa). Brenna, que é como uma médica da Ilha de Skye (Escócia), assim que fica sabendo que será substituída parte furiosa para cima, tanto de Lorde Glendenning quanto de Reilly. A cena em que Brenna e Reilly se encontram pela primeira vez, com certeza, vai fazer você rir!

Algumas coisas sobre Brenna chamam atenção: ela usa calças! (E daí?) Daí que estamos falando de um romance ambientado em pleno século XIX, onde as mulheres usavam vestidos todo santo dia. Ela é independente, mora sozinha, porque os pais e os irmãos partiram em viagem pela Índia, e tem o pensamento fixo de que nada nem ninguém pode atrapalhar sua pesquisa sobre a propagação do cólera (ou seja, nada de casamento). Tudo isso são coisas que não eram consideradas adequadas à uma dama da época.


[…] Na verdade, essa Brenna em particular era bela e atraente. Isso ele era capaz de atestar, levando em conta que sob a capa a jovem usava, um segundo olhar o confirmou, uma par de “calças de homem�. […] pag 12


[…] - Senhorita Donnegal � a senhora Marshall interveio -, não posso me convencer de que sua mãe aprovaria essa permanência solitária naquela cabana afastada. Ainda mais agora... […] pag 148


Sobre Reilly, tenho que admitir que o achei um pouco idiota no começo. Christine King, a ex-noiva, o deixa pelo simples fato de que achou um outro homem mais rico... mas para o bem das aparências, ela o largou por ser um bêbado. Então o pobre coitado vai até as Terras Altas, lugar considerado atrasado e selvagem, para provar que é digno de seu amor. Me digam se isso por si só já não é uma prova de devoção e de burrice ao mesmo tempo?! Destaque também para Pearson e Shelley, amigos de Reilly, que protagonizam boa parte das cenas de humor.

Já li várias resenhas dizendo que A Dama da Ilha foi fraco ou razoável. Não nego que comparado aos outros livros da autora como “Aprendendo a Seduzir� e “A Rosa do Inverno�, sua trama é bem mais leve, menos complexa. Porém se você procura uma leitura sem pretensões, um pouco de drama, muito humor, sensualidade e com um final garantido (já que não seria um Romance de Época se não soubéssemos como termina), então esse é o livro certo. Nota 4!
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January 18, 2013 – Shelved

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