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Germinal
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Joana Marta's review
bookshelves: 1001-books-to-read-before-you-die, classics, historical-fiction, les-rougon-macquart, favorites
May 06, 2014
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Quem era o idiota que punha a felicidade deste mundo na partilha da riqueza? Esses revolucionários, esses visionários, podiam à vontade demolir a sociedade e reconstruir outra que não acrescentariam uma alegria à humanidade, nem um dissabor lhe tirariam cortando a cada um sua fatia... Alargariam mesmo a desgraça da terra, fariam um dia uivar de desespero os próprios cães quando os arrancassem à tranquila satisfação dos instintos para os elevar aos insaciados sofrimentos das paixões. Não, o único bem era o não ser, e, sendo, ser a árvore, ser a pedra, menos ainda, o grão de areia, que não pode deitar sangue sob o tacão dos transeuntes. ±èá²µ.234
De todos os livros de Zola que li até ao momento, Germinal foi aquele que mais cicatrizes deixou gravadas em mim, e que automaticamente se tornou um dos meus favoritos.
É sujo, nojento, dá-nos vontade de olhar para o lado enquanto o lemos, tentando apagar o cenário que acabámos de construir na nossa cabeça. Novamente Zola escreve um livro que me faz sentir fisicamente nele, numa parafernália de cheiros, cores e sons que me deixa embriagada. Um livro cru, com um rol de personagens às quais nos afeiçoamos e com as quais sofremos ao longo de todo o enredo. Que nos impossibilita que o ponhamos de lado.
A forma brilhante com que Zola caracteriza o proletariado e lhe dá poder é inegável; a força dos mineiros que se podem, e devem, insurgir contra a burguesia, conquistando o que lhes pertence por direito. O capÃtulo da greve foi o meu preferido, não há um favorecer do proletariado em detrimento da burguesia. Zola consegue descrever ambas as classes sociais com o que de bom e mau cada um deles traz. Não estariam por ventura os mineiros a tentarem ser eles mesmos novos burgueses?
São poucas as palavras que tenho, e que me sobram, para numa medÃocre tentativa conseguir transmitir o tanto que este livro me trouxe.
Há que descobrir a força que germina naqueles que são inconformados, que têm esperança. Sublime.
De todos os livros de Zola que li até ao momento, Germinal foi aquele que mais cicatrizes deixou gravadas em mim, e que automaticamente se tornou um dos meus favoritos.
É sujo, nojento, dá-nos vontade de olhar para o lado enquanto o lemos, tentando apagar o cenário que acabámos de construir na nossa cabeça. Novamente Zola escreve um livro que me faz sentir fisicamente nele, numa parafernália de cheiros, cores e sons que me deixa embriagada. Um livro cru, com um rol de personagens às quais nos afeiçoamos e com as quais sofremos ao longo de todo o enredo. Que nos impossibilita que o ponhamos de lado.
A forma brilhante com que Zola caracteriza o proletariado e lhe dá poder é inegável; a força dos mineiros que se podem, e devem, insurgir contra a burguesia, conquistando o que lhes pertence por direito. O capÃtulo da greve foi o meu preferido, não há um favorecer do proletariado em detrimento da burguesia. Zola consegue descrever ambas as classes sociais com o que de bom e mau cada um deles traz. Não estariam por ventura os mineiros a tentarem ser eles mesmos novos burgueses?
São poucas as palavras que tenho, e que me sobram, para numa medÃocre tentativa conseguir transmitir o tanto que este livro me trouxe.
Há que descobrir a força que germina naqueles que são inconformados, que têm esperança. Sublime.
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Germinal.
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May 6, 2014
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May 6, 2014
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July 28, 2014
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November 15, 2015
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November 15, 2015
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November 15, 2015
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November 15, 2015
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November 15, 2015
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December 5, 2015
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December 5, 2015
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Olá Nuno, nem a propósito. Já não escrevia há algum tempo, mas senti-me na obrigação de o fazer para este. Claro que sim, onde tinhas escrito? :) Eu peço desculpa, mas por algum motivo não recebo todas as notificações, quando me comentam nas publicações (nomeadamente esta, vi por acaso). Tenho receio que haja opiniões que às vezes acabem por me escapar por esse motivo.